Carta recebida por Abrahão de Moraes, enviada por Gleb Wataghin, dizendo ser difícil que um italiano aceite vir para o Brasil, talvez um suíço ou francês. Aconselha Gianpietro Puppi e dá endereço. Sugere ainda P. Caldirola (Universidade de Milão); A. Borsellino (Universidade de Genova), foi convidado para trabalhar com Bethe; da Suíça, recomenda D. Rivier que trabalhou com Stueckelberg. Res Jost e F. Villars, de Zurique, alunos do Pauli. Os alemães Bopp e Molière ficam ao encargo de Mario [Schenberg]. Escreveu para [Paulus Aulus] Pompéia e espera que tenha recebido. Saudades dos amigos.
Carta recebida por Abrahão de Moraes enviada por Mario Schenberg agradecendo as separatas e pedindo outras. Fala ter gostado das notícias de que o departamento está superando a crise. Diz não conhecer os trabalhos de David Bohm, mas que a Física Teórica vai bem e que se o trabalho experimental funcionar ficará excelente. Conta estar indeciso quanto a volta, que se sentia constrangido desde 1947, por suas ideias e atuação política e temia prejudicar as atividades experimentais que dependem de apoio do governo. O empenho de Lineu [Prestes] para tirá-lo da Universidade e a descortesia apontam que apenas após mudanças política será possível sua volta. Sua licença para tratar de negócios pessoais, termina em 03/1952 e pede para que se informe sobre a possibilidade de prorrogação. Fala de seu roteiro de viagem e que estará em Genova com o Antonio Borsellino. Fala de [Werner] Heisenberg e de [Paulo] Leal Ferreira que falou de prêmio em dinheiro ganho por Wataghin. Pergunta da viagem de [Paulo] Saraiva [de Toledo].